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Cédula de um real – Wikipédia

O conhecido Plano Real foi lançado em 1º de julho de 1994, ao longo de quase três décadas a moeda que no seu início equilibrou o preço de produtos e estabilizou a economia, também acumulou perdas nesse caminho. Ao todo, nesses 27 anos a moeda oficial brasileira registrou perdas de 586,87%.

Embora a medida econômica acabou com a hiperinflação em menos de um mês quando lançada, o real não passou com sucesso pelo teste do tempo. Como todas as moedas emitidas por governos, a inflação logo afetou a nova moeda. Tal destruição ocorreu de forma muito mais lenta do que no cenário de hiperinflação.

Até janeiro deste ano, o real já havia perdido cerca de 85% de seu poder de compra. Ou seja, uma pessoa precisa de R$ 627 hoje para comprar o que ela compraria com R$ 100 em 1994. Em outras palavras, os brasileiros ficaram 6 vezes mais pobres em menos de 30 anos.

O auge dessa desvalorização ocorreu na atual crise motivada pela pandemia de Covid-19. Após diversos pacotes de estímulos e redução de juros, o real foi amplamente desvalorizado frente ao dólar. Como resultado, a moeda brasileira chegou a fechar em R$ 5,83 em 7 de março de 2020, maior fechamento da história. No final, a desvalorização da moeda levou até a sua parcial destruição, literalmente falando. Moedas de um centavo, por exemplo, não são mais fabricadas, assim como a cédula de um real. A inflação também afeta o custo do dinheiro, eliminando unidades de menor valor.

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